História do ENEM – Como e porque o ENEM foi criado

O ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio foi aplicado pela primeira vez em 1998 e tinha o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes, procurando melhorar a qualidade do ensino fundamental.

Com o tempo, o Enem foi sendo aprimorado, já que o objetivo é que ele seja a única forma de ingresso em Universidades Públicas no Brasil, democratizando o ensino superior e dando oportunidade a todos os alunos egressos do ensino médio de utilizarem sua média, sem precisar do vestibular.

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Em 1998 o Enem contou apenas com 157 mil inscritos, enquanto somente 115 mil participaram. Sua edição de 2015 mostra sua evolução, com 7 milhões de inscritos, apresentando o resultado de todos esses anos de aplicação e de aumento de credibilidade, bem como no seu formato, que evolui gradativamente, fugindo do estereótipo de uma avaliação decorativa para uma avaliação mais abrangente, considerando a multidisciplinaridade como ferramenta básica para medir o conhecimento dos alunos.

Durante sua história, o Enem conseguiu superar barreiras importantes, como a isenção do pagamento de taxa de inscrição para alunos de escolas públicas, tendo apoio das secretarias estaduais de Educação, de escolas do ensino médio e de instituições de ensino superior, que foram, aos poucos, buscando novos meios de conceder vagas aos alunos que mais se destacaram no Enem.

A partir de 2004 o Ministério da Educação criou o Programa Universidade para Todos, o ProUni, vinculando a concessão de bolsas à nota obtida pelo aluno no Enem e, com isso, em 2005 o Enem teve 2,2 milhões de participantes, chegando à marca de 2,8 milhões em 2006, vindo então num crescente que, a cada ano, supera o ano anterior, criando novos recordes de participação.

Ainda hoje as Universidades podem organizar os seus próprios processos seletivos, mas a maior parte já substituiu o antigo vestibular pela nota obtida no Enem, o que garante à maior parte dos candidatos tanto uma bolsa integral quanto parcial, conseguindo assim realizar o sonho de ter o diploma de nível superior.

Nesses últimos dez anos o Enem conseguiu acompanhar as mudanças ocorridas, tornando-se não apenas um instrumento de avaliação, mas mostrando que é possível criar alterações no ensino fundamental e médio para que o aluno chegue ao seu final com a necessária amplitude de visão, exigida para um profissional de nível superior.

As instituições de ensino superior públicas começaram a usar a nota do Enem para seleção em seus cursos a partir de 2009, principalmente em virtude das mudanças ocorridas na prova, já que essas mudanças foram aplicadas nos currículos do ensino médico, comprovando que o ensino médio poderia ser não apenas um curso a mais no currículo essencial para um aluno, mas uma preparação para o ensino superior.

Firmando mais a função social e democrática do Enem para os brasileiros, o exame também serve, atualmente, como certificado de conclusão do Ensino Médio, podendo ser utilizado pelas pessoas que, por qualquer motivo, pararam de estudar sem ter concluído esse nível escolar. A essas pessoas também é garantido o ingresso no ensino superior, seja que idade tenham.

Enem, um novo modelo de avaliação

O modelo adotado atualmente pelo Enem foi desenvolvido para dar ênfase à aferição das estruturas mentais, não apenas na memória, fazendo com que usemos na teoria as práticas que construímos continuamente para todas as nossas atividades. Assim, a preparação dada pelo ensino médio para participar do Enem tem como objetivo principal não o conhecimento das matérias, mas a compreensão da totalidade de suas aplicações na vida pessoal e profissional.

A prova do Enem tornou-se interdisciplinar e contextualizada. Enquanto outros exames, como alguns vestibulares ainda fazem, valorizam mais a memória do aluno e dos conteúdos, o Enem coloca o estudante diante de situações e problemas, exigindo que ele aplique os mais diversos conceitos para sua solução.

O grande sucesso que mostra a utilidade do Enem é sua forma de avaliação: não medindo a capacidade do estudante em acumular informações, mas sim verificando sua capacidade de refletir, valorizando sua autonomia na hora de tomar decisões e fazer as próprias escolhas.

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