297 Exercícios de Interpretação de Texto (com gabarito)

Seja muito bem-vindo ao Pronto Passei. Abaixo você ficará com 297 exercícios de interpretação de texto, extremamente válidos para se preparar e passar no ENEM. Antes de fazer estes exercícios de interpretação com gabarito, não deixe de pensar um pouco nessas dicas de interpretação de textos que colocamos abaixo.

Dicas Rápidas de Interpretação de Textos

  1. Ler todo o texto;
  2. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
  3. Ler o texto pelo menos umas três vezes;
  4. Ler com perspicácia, sutileza;
  5. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
  6. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
  7. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
  8. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
  9. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
  10. Marcar a resposta correta apenas quando for entregar a avaliação.

Vamos aos exercícios? Segue abaixo o conteúdo completo!


Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. (Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas)

[EXERCÍCIO 01] Pode-se afirmar, com base nas idéias do autor-personagem, que se trata:

  • a) de um texto jornalístico
  • b) de um texto religioso
  • c) de um texto científico
  • d) de um texto autobiográfico
  • e) de um texto teatral

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D

[EXERCÍCIO 02] Para o autor-personagem, é menos comum:

  • a) começar um livro por seu nascimento.
  • b) não começar um livro por seu nascimento, nem por sua morte.
  • c) começar um livro por sua morte.
  • d) não começar um livro por sua morte.
  • e) começar um livro ao mesmo tempo pelo nascimento e pela morte.

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C

[EXERCÍCIO 03] Deduz-se do texto que o autor-personagem:

  • a) está morrendo.
  • b) já morreu.
  • c) não quer morrer.
  • d) não vai morrer.
  • e) renasceu.

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B

[EXERCÍCIO 04] A semelhança entre o autor e Moisés é que ambos:

  • a) escreveram livros.
  • b) se preocupam com a vida e a morte.
  • c) não foram compreendidos.
  • d) valorizam a morte.
  • e) falam sobre suas mortes.

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E

[EXERCÍCIO 05] A diferença capital entre o autor e Moisés é que:

  • a) o autor fala da morte; Moisés, da vida.
  • b) o livro do autor é de memórias; o de Moisés, religioso.
  • c) o autor começa pelo nascimento; Moisés, pela morte.
  • d) Moisés começa pelo nascimento; o autor, pela morte.
  • e) o livro do autor é mais novo e galante do que o de Moisés.

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D

[EXERCÍCIO 06] Deduz-se pelo texto que o Pentateuco:

  • a) não fala da morte de Moisés.
  • b) foi lido pelo autor do texto.
  • c) foi escrito por Moisés.
  • d) só fala da vida de Moisés.
  • e) serviu de modelo ao autor do texto.

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C

[EXERCÍCIO 07] Autor defunto está para campa, assim como defunto autor para:

  • a) intróito
  • b) princípio
  • c) cabo
  • d) berço
  • e) fim

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D

[EXERCÍCIO 08] Dizendo-se um defunto autor, o autor destaca seu (sua):

  • a) conformismo diante da morte
  • b) tristeza por se sentir morto
  • c) resistência diante dos obstáculos trazidos pela nova situação
  • d) otimismo quanto ao futuro literário
  • e) atividade apesar de estar morto

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E


Segunda maior produtora mundial de embalagem longa vida, a SIG Combibloc, principal divisão do grupo suíço SIG, prepara a abertura de uma fábrica no Brasil. A empresa, responsável por 1 bilhão do 1,5 bilhão de dólares de faturamento do grupo, chegou ao país há dois anos disposta 5 a brigar com a líder global, Tetrapak, que detém cerca de 80% dos negócios nesse mercado. Os estudos para a implantação da fábrica foram recentemente concluídos e apontam para o Sul do país, pela facilidade logística junto ao Mercosul. Entre os oito atuais clientes da Combibloc na região estão a Unilever, com a marca de atomatado Malloa, no Chile, e a 10 italiana Cirio, no Brasil. (Denise Brito, na Exame, dez./99)

[EXERCÍCIO 09] Segundo o texto, a SIG Combibloc:

  • a) produz menos embalagem que a Tetrapak.
  • b) vai transferir suas fábricas brasileiras para o Sul.
  • c) possui oito clientes no Brasil.
  • d) vai abrir mais uma fábrica no Brasil.
  • e) possui cliente no Brasil há dois anos, embora não esteja instalada no país.

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E

[EXERCÍCIO 10] Segundo o texto:

  • a) O Mercosul não influiu na decisão de instalar uma fábrica no Sul.
  • b) a SIG Combibloc está entrando no ramo de atomatado.
  • c) a empresa suíça SIG ocupa o 2o lugar mundial na produção de embalagem longa vida.
  • d) a Unilever é empresa chilena.
  • e) a SIG Combibloc detém 2/3 do faturamento do grupo.

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E

[EXERCÍCIO 11] Os estudos apontam para o Sul porque:

  • a) o clima favorece a produção de embalagens longa vida.
  • b) está próximo aos demais países que compõem o Mercosul.
  • c) a Cirio já se encontra estabelecida ali. -v-.v.
  • d) nos países do Mercosul já há clientes da Combibloc.
  • e) o Sul é uma região desenvolvida e promissora.

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B

[EXERCÍCIO 12] “…que detém cerca de 80% dos negócios nesse mercado.” (/. 5-6) Das alterações feitas nessa passagem do texto, a que não mantém o sentido original é:

  • a) a qual detém cerca de 80% dos negócios em tal mercado.
  • b) que possui perto de 80% dos negócios nesse mercado.
  • c) que detém aproximadamente 80% dos negócios em tais mercados.
  • d) a qual possui aproximadamente 80% dos negócios nesse mercado.
  • e) a qual detém perto de 80% dos negócios nesse mercado.

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C

[EXERCÍCIO 13] “…e apontam para o Sul do país…” O trecho destacado só não pode ser entendido, no texto, como:

  • a) e indicam o Sul do pai
  • b) e recomendam o Sul do país
  • c) e incluem o Sul do país
  • d) e aconselham o Sul do país
  • e) e sugerem o Sul do país

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C


Pode dizer-se que a presença do negro representou sempre fator obrigatório no desenvolvimento dos latifúndios coloniais. Os antigos moradores da terra foram, eventualmente, prestimosos colaboradores da indústria extrativa, na caça, na pesca, em determinados ofícios 5 mecânicos e na criação do gado. Dificilmente se acomodavam, porém, ao trabalho acurado e metódico que exige a exploração dos canaviais. Sua tendência espontânea era para as atividades menos sedentárias e que pudessem exercer-se sem regularidade forçada e sem vigilância e fiscalização de estranhos. (Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes)

[EXERCÍCIO 14] Segundo o autor, os antigos moradores da terra:

  • a) foram o fator decisivo no desenvolvimento dos latifúndios coloniais.
  • b) colaboravam com má vontade na caça e na pesca.
  • c) não gostavam de atividades rotineiras.
  • d) não colaboraram com a indústria extrativa.
  • e) levavam uma vida sedentária.

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C

[EXERCÍCIO 15] “Trabalho acurado” (l. 6) é o mesmo que:

  • a) trabalho apressado
  • b) trabalho aprimorado
  • c) trabalho lento
  • d) trabalho especial
  • e) trabalho duro

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B

[EXERCÍCIO 16] Na expressão “tendência espontânea” (/. 7), temos uma(a):

  • a) ambiguidade
  • b) cacofonia
  • c) neologismo
  • d) redundância
  • e) arcaísmo

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D

[EXERCÍCIO 17] Infere-se do texto que os antigos moradores da terra eram:

  • a) os portugueses
  • b) os negros
  • c) os índios
  • d) tanto os índios quanto os negros
  • e) a miscigenação de portugueses e índios

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C

[EXERCÍCIO 18] Pelo visto, os antigos moradores da terra não possuíam muito (a):

  • a) disposição
  • b) responsabilidade
  • c) inteligência
  • d) paciência
  • e) orgulho

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B


Com todo o aparato de suas hordas guerreiras, não conseguiram as bandeiras realizar jamais a façanha levada a cabo pelo boi e pelo vaqueiro. Enquanto que aquelas, no desbravar, sacrificavam indígenas aos milhares, despovoando sem fixarem-se, estes foram 5 pontilhando de currais os desertos trilhados, catequizando o nativo para seus misteres, detendo-se, enraizando-se. No primeiro caso era o ir e voltar; no segundo, era o ir-e-ficar. E assim foi o curral precedendo a fazenda e o engenho, o vaqueiro e o lavrador, realizando uma obra de conquista dos altos sertões, exclusive a pioneira. (José Alípio Goulart, in Brasil do Boi)

[EXERCÍCIO 19] Segundo o texto:

  • a) tudo que as bandeiras fizeram foi feito também pelo boi e pelo vaqueiro.
  • b) o boi e o vaqueiro fizeram todas as coisas que as bandeiras fizeram.
  • c) nem as bandeiras nem o boi e o vaqueiro alcançaram seus objetivos.
  • d) o boi e o vaqueiro realizaram seu trabalho porque as bandeiras abriram o caminho.
  • e) o boi e o vaqueiro fizeram coisas que as bandeiras não conseguiram fazer.

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E

[EXERCÍCIO 20] Com relação às bandeiras, não se pode afirmar que:

  • a) desbravaram
  • b) mataram
  • c) catequizaram
  • d) despovoaram
  • e) não se fixaram

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C

[EXERCÍCIO 21] Os índios foram:

  • a) maltratados
  • b) aviltados
  • c) expulsos
  • d) presos
  • e) massacrados

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E

[EXERCÍCIO 22] O par que não caracteriza a oposição existente entre as bandeiras e o
boi e o vaqueiro é:

  • a) aquelas (/. 3) / estes (/. 4)
  • b) ir-e-voltar (/. 6/7) / ir-e-ficar (/. 7)
  • c) no primeiro caso (/. 6) / no segundo (/. 7)
  • d) enquanto (/. 3) / e assim [1.7)
  • e) despovoando (/. 4) / pontilhando (/. 5)

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D

[EXERCÍCIO 23] “…catequizando o nativo para seus misteres…” Das alterações feitas na
passagem acima, a que altera basicamente o seu sentido é:

  • a) doutrinando o indígena para seus misteres
  • b) catequizando o aborigine para suas atividades
  • c) evangelizando o nativo para seus ofícios
  • d) doutrinando o nativo para seus cuidados
  • e) catequizando o autóctone para suas tarefas

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D

[EXERCÍCIO 24] O elemento conector que pode substituir a preposição com (/. 1),
mantendo o sentido e a coesão textual, é:

  • a) mesmo
  • b) não obstante
  • c) de
  • d) a respeito de
  • e) graças a

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B

[EXERCÍCIO 25] “…o aparato de suas hordas guerreiras…” sugere que as conquistas dos
bandeirantes ocorreram com:

  • a) organização e violência
  • b) rapidez e violência
  • c) técnica e profundidade
  • d) premeditação e segurança
  • e) demonstrações de racismo e violência

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A


Você se lembra da Casas da Banha? Pois é, uma pesquisa mostra que mais de 60% dos cariocas ainda se recordam daquela que foi uma das maiores redes de supermercados do país, com 224 lojas e 20.000 funcionários, desaparecida no início dos anos 90. Por isso, seus antigos 5 donos, a família Velloso, decidiram ressuscitá-la. Desta vez, porém, apenas virtualmente. Os Velloso fizeram um acordo com a GW.Commerce, de Belo Horizonte, empresa que desenvolve programas para supermercados virtuais. Em troca de uma remuneração sobre o faturamento, A GW gerenciará as vendas para a família Velloso. A família cuidará apenas das 10 compras e das entregas. (José Maria Furtado, na Exame, dez./99)

[EXERCÍCIO 26] Segundo o texto, a família Velloso resolveu ressuscitar as Casas da
Banha porque:

  • a) a rede teve 224 lojas e 20.000 funcionários.
  • b) a rede foi desativada no início dos anos 90.
  • c) uma empresa do ramo de programas para supermercados propôs um acordo
  • vantajoso, em que a rede só entraria com as compras e as entregas.
  • d) mais da metade dos cariocas não esqueceram as Casas da Banha.
  • e) a rede funcionará apenas virtualmente.

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D

[EXERCÍCIO 27] A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:

  • a) Você (/. 1) . ,.. . b)
  • desaparecida (/. 4)
  • c) Por isso (/. 4)
  • d) Desta vez (/. 5)
  • e) acordo {l. 6)

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C

[EXERCÍCIO 28] “Desta vez, porém, apenas virtualmente.”
Com a passagem destacada acima, entende-se que as Casas da Banha:

  • a) funcionarão virtualmente, ou seja, sem fins lucrativos.
  • b) não venderão produtos de supermercado.
  • c) estão associando-se a uma empresa de informática.
  • d) estão mudando de ramo.
  • e) não venderão mais seus produtos em lojas.

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E

[EXERCÍCIO 29] O pronome “Ia” (/. 5) não pode ser, semanticamente, associado a:

  • a) Casas da Banha (/. 1)
  • b) pesquisa (/. 1)
  • c) daquela (/. 2)
  • d) uma (/. 3)
  • e) desaparecida (/. 4)

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B


A fábrica brasileira da General Motors em Gravataí, no Rio Grande do Sul, será usada como piloto para a implementação do novo modelo de negócios que está sendo desenhado mundialmente pela montadora. A meta da GM é transformar-se numa companhia totalmente 5 voltada para o comércio eletrônico. A partir do ano 2000, a Internet passará a nortear todos os negócios do grupo, envolvendo desde os fornecedores de autopeças até o consumidor final. “A planta de Gravataí representa a imagem do futuro para toda a GM”, afirma Mark Hogan, ex-presidente da filial brasileira e responsável pela nova
divisão e-GM. (Lidia Rebouças, na Exame, dez./99)

[EXERCÍCIO 30] Segundo o texto:

  • a) a GM é uma empresa brasileira instalada em Gravataí.
  • b) a montadora fez da fábrica brasileira de Gravataí um modelo para todas as outras fábricas espalhadas pelo mundo.
  • c) no Rio Grande do Sul, a GM implementará um modelo de fábrica semelhante ao que está sendo criado em outras partes do mundo.
  • d) a fábrica brasileira da GM vinha sendo usada de acordo com o modelo mundial, mas a montadora pretende alterar esse quadro.
  • e) a GM vai utilizar a fábrica do Rio Grande do Sul como um protótipo do que será feito em termos mundiais.
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E

[EXERCÍCIO 31] A opção que contraria as idéias contidas no texto é:

  • a) A GM vai modificar, a partir de 2000, a forma de fazer negócios.
  • b) Será grande a importância da Internet nos negócios da GM.
  • c) O consumidor final só poderá, a partir de 2000, negociar pela Internet.
  • d) O comércio eletrônico está nos planos da GM para o ano 2000.
  • e) A fábrica brasileira é considerada padrão pelo seu ex-presidente.
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C

[EXERCÍCIO 32] Deduz-se, pelo texto, que a fábrica brasileira:

  • a) será norteada pela Internet.
  • b) terá seu funcionamento modificado para adaptar-se às necessidades do mercado.
  • c) será transferida para Gravataí.
  • d) estará, a partir de 2000, parcialmente voltada para o comércio eletrônico.
  • e) seguirá no mesmo ritmo de outras empresas da GM atualmente funcionando no mundo.
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A

[EXERCÍCIO 33] Por “implementação” (/. 2), pode-se entender:

  • a) complementação
  • b) suplementação
  • c) exposição
  • d) realização
  • e) facilitação
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 34] Segundo as idéias contidas no texto, a transformação que se propõe a GM:

  • a) não tem apoio dos fornecedores.
  • b) tem apoio do consumidor final.
  • c) tem prazo estabelecido.
  • d) é inexequível.
  • e) não tem lugar marcado.
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C

RELATÓRIO

Jorge Miguel

Senhor Superintendente,

Tendo sido designado por Vossa Senhoria para apurar as denúncias de irregularidades ocorridas no aeroporto de Marília, submeto à apreciação de Vossa Senhoria o relatório das diligências que nesse sentido efetuei.

No dia 23 de julho de 1988 dirigi-me ao senhor Raimundo Alves Correia, encarregado do aeroporto daquela cidade, para que permitisse fosse interrogado o funcionário João Romão, acusado de ter furtado uma máquina de escrever Olivetti n. 146.801, pertencente ao patrimônio do aeroporto. O acusado relatou-nos que realmente havia levado a máquina para casa na sexta-feira – 18 de março de 1988 – apenas para executar alguma tarefa de caráter particular. Não a devolveu na segunda-feira, dia 21 de março, porque faltou ao serviço por motivo de doença. Quando retornou ao serviço dia 28 de março, devolveu a máquina. A doença do acusado está comprovada pelo atestado que segue anexo ao presente relatório; a devolução da máquina no dia 28 de março foi confirmada pelo senhor Raimundo Alves Correia.

Do exposto conclui-se que me parece infundada a acusação. Não houve vontade de subtrair a máquina, mas apenas negligência do acusado em levar para casa um bem público para executar tarefa particular. Foi irresponsável. Não cometeu qualquer ato criminoso.

Não me convence seja necessário impor-se a instauração de processo administrativo. O funcionário deve ser repreendido pela negligência que cometeu. É o que me cumpre levar ao conhecimento de Vossa Senhoria.

Aproveito a oportunidade para apresentar-lhe protestos de minha distinta consideração.

São Paulo, 25 de julho de 1988 Cláudio da Costa

[EXERCÍCIO 35] O relatório é um texto de tipo:

  • a) descritivo;
  • b) narrativo;
  • c) argumentativo;
  • d) poético;
  • e) dramático.

Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 36] A finalidade principal do texto é:

  • a) orientar o superior na tomada de uma decisão;
  • b) documentar oficialmente um ato irregular;
  • c) discutir um tema polêmico;
  • d) fornecer dados para uma investigação;
  • e) indicar funcionários passíveis de punição.

Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 37] Não consta(m) do relatório lido:

  • a) o cargo da autoridade a quem é dirigido;
  • b) o relato dos fatos ocorridos;
  • c) uma preocupação literária do autor;
  • d) as conclusões dos fatos analisados;
  • e) uma fórmula de cortesia final.

Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 38] ”Tendo sido designado por Vossa Senhoria…”; esta oração inicial do texto tem valor:

  • a) concessivo;
  • b) temporal;
  • c) conclusivo;
  • d) causal;
  • e) consecutivo.

Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 39] O item em que se mostra a forma abreviada correta de Vossa Senhoria é:

  • a) V. Sria.
  • b) V. Sra.
  • c) V. S.
  • d) V. Senh.
  • e) V. Sª.

Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 40] ”…submeto à apreciação de Vossa Senhoria…”; o acento grave indicativo da crase neste segmento se deve a que:

  • a) ocorre a união da preposição a com o artigo definido feminino singular;
  • b) a regência do verbo submeter exige o uso da preposição a;
  • c) há a obrigatoriedade do emprego do artigo definido feminino singular;
  • d) faça parte de uma locução adverbial;
  • e) faça parte de uma locução prepositiva.

Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 41] O estilo burocrático se caracteriza, entre outras coisas, pelo emprego de palavras desnecessárias; no primeiro parágrafo do texto são exemplos desse caso:

  • a) denúncias; ocorridas; apreciação;
  • b) ocorridas; apreciação; relatório;
  • c) apreciação; relatório; nesse sentido;
  • d) relatório; denúncias; ocorridas;
  • e) nesse sentido; ocorridas; apreciação.

Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 42] As datas presentes no texto têm a finalidade textual de:

  • a) mostrar a evolução dos acontecimentos;
  • b) documentar os fatos citados;
  • c) criar a falsa impressão de verdade;
  • d) valorizar o trabalho do autor do relatório;
  • e) facilitar a leitura do relatório.

Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 43] ”… que se anexa ao presente relatório.” ; o item abaixo em que a concordância do vocábulo anexo está correta é:

  • a) Vai anexa o atestado médico;
  • b) Vão anexo o atestado e a foto do funcionário;
  • c) Estão em anexas as fotografias pedidas;
  • d) Está em anexo a declaração do réu;
  • e) Está anexo os documentos solicitados.

Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 44] O plural do verbo e do pronome em ”dirigi-me” é:

  • a) dirigi-nos;
  • b) dirigimos-nos;
  • c) dirigimos-me;
  • d) dirigis-nos;
  • e) dirigimo-nos.

Ver Resposta
E


Aquisição à vista. A Bauducco, maior fabricante de panetones do país, está negociando a compra de sua maior concorrente, a Visconti, subsidiária brasileira da italiana Visagis. O negócio vem sendo mantido sob sigilo pelas duas empresas em razão da proximidade do Natal. Seus controladores temem que o anúncio dessa união – resultando numa espécie de AmBev dos panetones – melindre os varejistas. (Cláudia Vassallo, na Exame, dez./99)

[EXERCÍCIO 45] As duas empresas (/. 3) de que fala o texto são:

  • a) Bauducco e Visagis
  • b) Visconti e Visagis
  • c) AmBev e Bauducco
  • d) Bauducco e Visconti
  • e) Visagis e AmBev

Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 46] A aproximação do Natal é a causa:

  • a) da compra da Visconti
  • b) do sigilo do negócio
  • c) do negócio da Bauducco
  • d) do melindre dos varejistas
  • e) do anúncio da união

Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 47] Uma outra causa para esse fato seria:

  • a) a primeira colocação da Bauducco na fabricação de panetones
  • b) o fato de a Visconti ser uma multinacional
  • c) o fato de a AmBev entrar no mercado de panetones
  • d) o possível melindre dos varejistas
  • e) o fato de a Visconti ser concorrente da Bauducco

Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 48] Por “aquisição à vista” entende-se, no texto:

  • a) que a negociação é provável.
  • b) que a negociação está distante, mas vai acontecer.
  • c) que o pagamento da negociação será feito em uma única parcela.
  • d) que a negociação dificilmente ocorrerá.
  • e) que a negociação está próxima.

Ver Resposta
E


Um anjo dorme aqui; na aurora apenas,
disse adeus ao brilhar das açucenas
em ter da vida alevantado o véu.
– Rosa tocada do cruel granizo Cedo
finou-se e no infantil sorriso passou do
berço pra brincar no céu!
(Casimiro de Abreu, in Primaveras)

[EXERCÍCIO 49] O tema do texto é:

  • a) a inocência de uma criança
  • b) o nascimento de uma criança
  • c) o sofrimento pela morte de uma criança
  • d) o apego do autor por uma certa criança
  • e) a morte de uma criança

Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 50] O tema se desenvolve com base em uma figura de linguagem conhecida como:

  • a) prosopopeia
  • b) hipérbole
  • c) pleonasmo
  • d) metonímia
  • e) eufemismo

Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 51] No âmbito do poema, podemos dizer que pertencem ao mesmo campo semântico as palavras:

  • a) aurora e véu
  • b) anjo e rosa
  • c) granizo e sorriso
  • d) berço e céu
  • e) cruel e infantil

Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 52] As palavras que respondem ao item anterior são:

  • a) uma antítese em relação à vida
  • b) hipérboles referentes ao destino
  • c) personificações alusivas à morte
  • d) metáforas relativas à criança
  • e) pleonasmos com relação à dor.

Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 53] Por “sem ter da vida alevantado o véu” entende-se:

  • a) sem ter nascido
  • b) sem ter morrido cedo
  • c) sem ter conhecido bem a vida
  • d) sem viver misteriosamente
  • e) sem poder relacionar-se com as outras pessoas

Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 54] “Na aurora apenas” é o mesmo que:

  • a) somente pela manhã
  • b) no limiar somente
  • c) apenas na alegria
  • d) só na tristeza
  • e) só no final

Ver Resposta
B


Julgo que os homens que fazem a política externa do Brasil, no Itamaraty, são excessivamente pragmáticos. Tiveram sempre vida fácil, vêm da elite brasileira e nunca participaram, eles próprios, em combates contra a ditadura, contra o colonialismo. Obviamente não têm a sensibilidade de muitos outros países ou diplomatas que conheço. (José Ramos-Horta, na Folha de São Paulo, 21/10/96)

[EXERCÍCIO 55] Só não caracteriza os homens do Itamaraty:

  • a) o pragmatismo
  • b) a falta de sensibilidade
  • c) a luta contra a ditadura
  • d) a tranqüilidade da vida
  • e) as raízes na elite do Brasil

Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 56] A palavra que não se liga semanticamente aos homens do Itamaraty é:

  • a) o segundo que (/. 1)
  • b) tiveram (/. 2)
  • c) vêm (/. 2)
  • d) eles (/. 3)
  • e) o terceiro que (/. 5)

Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 57] Pelo visto, o autor gostaria de que os homens do Itamaraty tivessem mais:

  • a) inteligência
  • b patriotismo
  • c) vivência
  • d) coerência
  • e) grandeza

Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 58] A oração iniciada por “obviamente” tem um claro valor de:

  • a) conseqüência
  • b) causa
  • c) comparação
  • d) condição
  • e) tempo

Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 59] A palavra que pode substituir, sem prejuízo do sentido, a palavra “obviamente” (/. 4), é:

  • a) necessariamente
  • b) realmente
  • c) justificadamente
  • d) evidentemente
  • e) comprovadamente

Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 60] Só não pode ser inferido do texto:

  • a) nem todo diplomata é excessivamente pragmático.
  • b) ter lutado contra o colonialismo é importante para a carreira de diplomata.
  • c) Nem todo diplomata vem da elite brasileira.
  • d) ter vida fácil é característica comum a todo tipo de diplomata.
  • e) há diplomatas mais sensíveis que outros.

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D


Se essa ainda é a situação de Portugal e era, até bem pouco, a do Brasil, havemos de convir em que no Brasil-colônia, essencialmente rural, com a ojeriza que lhe notaram os nossos historiadores pela vida das cidades – simples pontos de comércio ou de festividades religiosas -, estas não podiam exercer maior influência sobre a evolução da língua falada, que, sem nenhum controle normativo, por séculos “voou com as suas próprias asas”. (Celso Cunha, in A Língua Portuguesa e a Realidade Brasileira)

[EXERCÍCIO 61] Segundo o texto, os historiadores:

  • a) tinham ojeriza pelo Brasil-colônia.
  • b) consideram as cidades do Brasil-colônia como simples pontos de comércio ou
  • de festividades religiosas.
  • c) consideram o Brasil-colônia essencialmente rural.
  • d) observaram a ojeriza que a vida nas cidades causava.
  • e) consideram o campo mais importante que as cidades.

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D

[EXERCÍCIO 62] Para o autor:

  • a) as festas religiosas têm importância para a evolução da língua falada.
  • b) No Brasil-colônia, havia a prevalência da vida do campo sobre a das cidades.
  • c) a evolução da língua falada dependia em parte dos pontos de comércio.
  • d) a evolução da língua falada independe da condição de Brasil colônia.
  • e) a situação do Brasil na época impedia a evolução da língua falada.

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B

[EXERCÍCIO 63] A palavra “ojeriza” (/. 3) significa, no texto:

  • a) medo
  • b) admiração
  • c) aversão
  • d) dificuldade
  • e) angústia

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C

[EXERCÍCIO 64] A língua falada “voou com as suas próprias asas” porque:

  • a) as cidades eram pontos de festividades religiosas.
  • b) o Brasil se distanciava lingüisticamente de Portugal.
  • c) faltavam universidades nos centros urbanos.
  • d) não se seguiam normas lingüísticas.
  • e) durante séculos, o controle normativo foi relaxado, por ser o Brasil uma colônia portuguesa.

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D

[EXERCÍCIO 65] Segundo o texto, a população do Brasil-colônia:

  • a) à vida do campo preferia a da cidade.
  • b) à vida da cidade preferia a do campo.
  • c) não tinha preferência quanto à vida do campo ou à da cidade.
  • d) preferia a vida em Portugal, mas procurava adaptar-se à situação.
  • e) preferia a vida no Brasil, fosse na cidade ou no campo.

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B


Ainda falta um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles, mas a Andrade Gutierrez já tem pronto um estudo sobre a sucessão de 20 de seus principais executivos, quase todos na faixa entre 58 e 62 anos. Seus substitutos serão escolhidos entre 200 integrantes de um time de aspirantes. Eduardo Andrade, o atual superintendente, que já integra o conselho de administração da empreiteira mineira, deverá ir se afastando aos poucos do dia-a-dia dos negócios. Para os outros executivos, que deverão ser aproveitados como consultores, a aposentadoria chegará a médio prazo. (José Maria Furtado, na Exame, dez./99)

[EXERCÍCIO 66] Se começarmos o primeiro período do texto por “A Andrade Gutierrez já tem pronto…”, teremos, como seqüência coesa e coerente:

  • a) visto que ainda falta um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.
  • b) por ainda faltar um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.
  • c) se ainda faltar um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.
  • d) embora ainda falte um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.
  • e) à medida que ainda falta um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.

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D

[EXERCÍCIO 67] Segundo o texto:

  • a) 20 grandes executivos da empresa se aposentarão a médio prazo.
  • b) 20 grandes executivos da empresa acham-se na faixa entre 58 e 62 anos.
  • c) nenhum dos 20 grandes executivos se aposentará a curto prazo.
  • d) Eduardo Andrade é um executivo na faixa dos 58 a 62 anos.
  • e) a empresa vai substituir seus vinte principais executivos a curto e médio prazos.

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E

[EXERCÍCIO 68] A empresa, no que toca à aposentadoria de seus executivos, mostra-se:

  • a) precipitada
  • b) cautelosa
  • c) previdente
  • d) rígida
  • e) inflexível

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C

[EXERCÍCIO 69] Sobre o executivo Eduardo Andrade, não se pode afirmar:

  • a) ocupa, no momento, a superintendência.
  • b) é um dos conselheiros.
  • c) será substituído por um dos 200 aspirantes.
  • d) está se afastando dos negócios da empresa.
  • e) será o primeiro dos 20 grandes executivos a se aposentar.

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D

[EXERCÍCIO 70] Sobre a Andrade Gutierrez, não é correto afirmar:

  • a) é empresa de obras.
  • b) é do estado de Minas Gerais.
  • c) preocupa-se com seus funcionários.
  • d) mantém-se alheia a qualquer tipo de renovação.
  • e) procura manter vínculo com executivos aposentados.

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D


Toda saudade é a presença da ausência de alguém, de algum lugar, de algo enfim. Súbito o não toma forma de sim como se a escuridão se pusesse a luzir. Da própria ausência de luz o clarão se produz, o sol na solidão. Toda saudade é um capuz transparente que veda e ao mesmo tempo traz a visão do que não se pode ver porque se deixou pra trás mas que se guardou no coração. (Gilberto Gil)

[EXERCÍCIO 71] Por “presença da ausência” pode-se entender:

  • a) ausência difícil
  • b) ausência amarga
  • c) ausência sentida
  • d) ausência indiferente
  • e) ausência enriquecedora

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C

[EXERCÍCIO 72] Para o autor, a saudade é algo:

  • a) que leva ao desespero.
  • b) que só se suporta com fé.
  • c) que ninguém deseja.
  • d) que transmite coisas boas.
  • e) que ilude as pessoas.

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D

[EXERCÍCIO 73] O texto se estrutura a partir de antíteses, ou seja, emprego de palavras ou expressões de sentido contrário. O par de palavras ou expressões que não apresentam no texto essa propriedade antitética é:

  • a) presença / ausência
  • b) não / sim
  • c) ausência de luz / clarão
  • d) sol / solidão
  • e) que veda / traz a visão

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D

[EXERCÍCIO 74] Segundo o texto:

  • a) sente-se saudade de pessoas, e não de coisas.
  • b) as coisas ruins podem transformar-se em coisas boas.
  • c) as coisas boas podem transformar-se em coisas ruins.
  • d) a saudade, como um capuz, não nos permite ver com clareza a situação que vivemos.
  • e) a saudade, como um capuz, não nos deixa perceber coisas que ficaram em nosso passado.

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B

[EXERCÍCIO 75] O que se guarda no coração é:

  • a) a saudade
  • b) o clarão
  • c) o que se deixou para traz
  • d) a visão
  • e) o que não se pode ver

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E


DESPERDÍCIO BRASIL

Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil, no preço que pagam para fazer negócios num país com regras obsoletas e vícios incrustados. O atraso brasileiro é quase sempre atribuído a alguma forma de corporativismo anacrônico ou privilégio renitente que quase sempre têm a ver com o trabalho superprotegido, com leis sociais ultrapassadas e com outras bondades inócuas, coisas do populismo irresponsável, que nos impedem de ser modernos e competitivos.
Raramente falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.

O escândalo causado pela revelação do que os grandes bancos deixam de pagar em impostos não devia ser tão grande, é só uma amostra da sub-tributação, pela fraude ou pelo favor, que há anos sustenta o nosso empresariado chorão, e não apenas na área financeira. A construção simultânea da oitava economia e de uma das sociedades mais miseráveis do mundo foi feita assim, não apenas pela sonegação privada e a exploração de brechas técnicas no sistema tributário – que, afinal, é lamentável, mas mostra engenhosidade e iniciativa empresarial – mas pelo favor público, pela auto-sonegação patrocinada por um Estado vassalo do dinheiro, cúmplice histórico da pilhagem do Brasil pela sua própria elite.

O Custo Brasil dos lamentos empresariais existe, como existem empresários responsáveis que pelo menos reconhecem a pilhagem, mas muito mais lamentável e atrasado é o Desperdício Brasil, o progresso e o produto de uma minoria que nunca são distribuídos, que não chegam à maioria de forma alguma, que não afetam a miséria à sua volta por nenhum canal, muito menos pela via óbvia da tributação. Dizem que com o que não é pago de imposto justo no Brasil daria para construir outro Brasil. Não é verdade. Daria para construir dois outros Brasis. E ainda sobrava um pouco para ajudar a Argentina, coitada.

(Luís Fernando Veríssimo)

[EXERCÍCIO 76] Para entender bem um texto, é indispensável que compreendamos perfeitamente as palavras que nele constam. O item em que o vocábulo destacado apresenta um sinônimo imperfeito é:

  • a) “Sempre que se reúnem para LAMURIAR,…” – lamentar-se
  • b) “…um país com regras OBSOLETAS…” – antiquadas
  • c) “…e vícios INCRUSTADOS.” – arraigados
  • d) “…alguma forma de corporativismo ANACRÔNICO…” – doentio
  • e) “…ou privilégio RENITENTE…” – persistente

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( Letra D ) 
Questão de sinonímia.  Anacrônico  quer dizer  fora da moda, fora do uso corrente.

[EXERCÍCIO 77]  “Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil, no preço que pagam para fazer negócios num país com regras obsoletas e vícios incrustados.”; o comentário INCORRETO feito sobre os conectores desse segmento do texto é:

  • a) A expressão sempre que tem valor de tempo.
  • b) O conectivo para tem ideia de finalidade.
  • c) A preposição em no termo no Custo Brasil tem valor de assunto.
  • d) A preposição em no termo num país tem valor de lugar.
  • e) A preposição com tem valor de companhia.

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(Letra E )
A preposição com possui inúmeros valores semânticos. Tem valor de companhia em frases do tipo: ele saiu com o irmão. No texto,  não é nítida a relação, mas diríamos que seu valor nocional é de posse (país que tem regras obsoletas e vícios incrustados). O que não se pode aceitar é a idéia de companhia, que não existe no trecho em destaque.

[EXERCÍCIO 78] O segmento do texto que NÃO apresenta uma crítica explícita ou implícita às elites dominantes brasileiras é:

  • a) “Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil…”
  • b) “Raramente (os empresários) falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.”
  • c) “O escândalo causado pela revelação do que os grandes bancos deixam de pagar em impostos não devia ser tão grande,…”
  • d) “…pela fraude ou pelo favor, que há anos sustenta o nosso empresariado chorão,…”
  • e) “O Custo Brasil dos lamentos empresariais existe,…”

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 (Letra E ) 
Na letra a, os empresários são criticados porque sempre lamuriam nas reuniões. Na b, o autor critica os empresários por quase não  falarem no custo do capitalismo subsidiado. Na c, a crítica é aos grandes bancos por deixarem de pagar impostos. Na d, os empresários são criticados por causa da fraude ou do favor que os beneficiam. Não se depreende qualquer tipo de crítica na opção e.

[EXERCÍCIO 79] “…no preço que pagam para fazer negócios num país com regras obsoletas e vícios incrustados.”; na situação textual em que está, o segmento país com regras obsoletas e vícios incrustados representa:

  • a) uma opinião do empresariado
  • b) o ponto de vista do autor do texto
  • c) uma consideração geral que se tem sobre o país
  • d) o parecer do capitalismo internacional
  • e) a visão dos leitores sobre o país em que vivem

Ver Resposta
( Letra A )
É necessário voltar ao texto, mesmo que a questão esteja calcada em um trecho. Este, por si só, não dá elementos para que se responda. É preciso saber quem paga. O texto diz, logo em seu primeiro parágrafo: “Sempre que se reúnem para lamuriar, os empresários falam no Custo Brasil, no preço que pagam para fazer negócios…”. O sujeito de pagam é eles, ou seja, os empresários. Assim o trecho destacado nesta questão representa a opinião do empresariado.

[EXERCÍCIO 80] O principal prejuízo trazido pelo Custo Brasil, segundo o primeiro parágrafo do texto, que retrata a opinião do empresariado, é:

  • a) o corporativismo anacrônico
  • b) o privilégio renitente
  • c) trabalho superprotegido
  • d) populismo irresponsável
  • e) falta de modernidade e competitividade

Ver Resposta
( Letra E )
A resposta aparece nítida no trecho “…que nos impedem de ser modernos e competitivos”. Só por curiosidade: o enunciado, por descuido, dá a resposta da questão anterior, quando diz “…que retrata a opinião do empresariado…”.

[EXERCÍCIO 81] O corporativismo anacrônico, o privilégio renitente, o trabalho superprotegido e outros elementos citados no primeiro parágrafo do texto indicam, em sua totalidade:

  • a) deficiências em nosso sistema socioeconômico
  • b) a consciência dos reais problemas do país por parte dos empresários
  • c) o atraso mental dos políticos nacionais
  • d) a carência de líderes políticos modernos e atuantes
  • e) a posição ultrapassada do governo

Ver Resposta
( Letra A )
A resposta só pode ser a letra  a  porque todos os termos apresentados são colocados pelo empresariado como obstáculos aos seus negócios. Assim, deduz-se que se trata de deficiências que atingem a situação socioeconômica dos empresários, daí seus lamentos expostos em todo o primeiro parágrafo. As opções c,  d  e  e  são facilmente descartadas, porém a opção  b  poderia trazer alguma confusão. Ela não serve como resposta pois fala dos problemas do país, em geral, enquanto na realidade os empresários se lamentam pelos problemas que os atingem, não demonstrando preocupação com todos os  tipos de problemas nacionais.

[EXERCÍCIO 82] “Raramente falam no que o capitalismo subsidiado custa ao Brasil.”; os empresários brasileiros raramente falam neste tema porque:

  • a) são mal preparados e desconhecem o assunto.
  • b) se trata de um assunto que não lhes diz respeito.
  • c) se refere a algo com que lucram.
  • d) não querem interferir com problemas políticos.
  • e) não possuem qualquer consciência social.

Ver Resposta
 (Letra C )
O empresariado é, evidentemente, capitalista. Assim, lucrando com algo que traz prejuízos ao país (segundo o autor do texto), eles  quase não falam a respeito, porque seriam naturalmente questionados.

[EXERCÍCIO 83] “…coisas do populismo irresponsável,…” corresponde a:

  • a) uma retificação do que antes vem expresso
  • b) uma ironia sobre o que é dito anteriormente
  • c) uma explicação dos termos anteriores
  • d) mais um elemento negativo do país
  • e) uma crítica sobre a política do país

Ver Resposta
 (Letra B )
É necessário ler com muita atenção o trecho. “Coisas do populismo irresponsável” refere-se a três termos citados anteriormente: “trabalho superprotegido”, “leis sociais ultrapassadas” e “outras bondades inócuas”. Isso lembra (e aí temos a necessidade de conhecimento extratexto) o famoso populismo, tão citado em relação a determinados governos. A palavra populismo está usada ironicamente, pois as três coisas deram errado, tanto é que há o reforço da palavra irresponsável.

[EXERCÍCIO 84] O fato de os bancos deixarem de pagar impostos:

  • a) faz com que o Brasil se torne a oitava economia do mundo.
  • b) é prova de nossa modernidade.
  • c) é comprovação de que estamos seguindo os moldes econômicos internacionais.
  • d) é mais uma prova de injustiça social.
  • e) garante investimentos em áreas mais carentes.

Ver Resposta
 ( Letra D )
A injustiça social ocorre porque, se alguns pagam,  todos teriam de pagar impostos. Claro que para isso eu não preciso recorrer ao texto. Mas é perigoso raciocinar assim, pois o autor poderia estar contrariando, por qualquer motivo, esse axioma. Tente sempre localizar no texto. À vezes uma simples palavra ou expressão responde ao que se quer. Por exemplo, a palavra escândalo, no início do segundo parágrafo. Também nos dá essa ideia a expressão  pela fraude ou pelo favor,  algumas linhas adiante (há alguns favorecidos, outros não, eis a injustiça social).

[EXERCÍCIO 85] Sub-tributação só pode significar:

  • a) sonegação de impostos
  • b) ausência de fiscalização no pagamento dos impostos
  • c) taxação injusta, por exagerada
  • d) impostos reduzidos
  • e) dispensa de pagamento de impostos

Ver Resposta
 ( Letra D )
Subtributação pode ser entendida como o ato de tributar por baixo, de maneira reduzida. Por isso a resposta é a letra d, que fala de impostos reduzidos. A palavra não se refere ao não-pagamento de impostos, o que elimina as alternativas A e E.

[EXERCÍCIO 86] “…pela fraude ou pelo favor…”; os responsáveis, respectivamente, pela fraude e pelo favor são:

  • a) o empresariado e o poder político
  • b) o Congresso e o Governo
  • c) os sonegadores e o empresariado
  • d) os banqueiros e o Congresso
  • e) as leis e o capitalismo internacional.

Ver Resposta
 ( Letra A )
O texto diz, no segundo parágrafo, que a sub-tributação sustenta o empresariado e ocorre por fraude ou favor. Ora, a fraude é cometida pelo interessado, que no caso é o empresariado. E quem dá favores que levem  a uma sub-tributação só pode ser o governo, pois só ele tem esse poder.

[EXERCÍCIO 87] Ao dizer que nosso empresariado é chorão, o autor repete uma idéia já expressa anteriormente era:

  • a) bondades inócuas
  • b) lamuriar
  • c) populismo irresponsável
  • d) atraso
  • e) trabalho superprotegido

Ver Resposta
 ( Letra B )
Lamuriar é chorar. No primeiro período do texto, a ação de lamuriar ou chorar é atribuída aos empresários.

[EXERCÍCIO 88] Segundo o texto, o Governo brasileiro:

  • a) prejudica o desenvolvimento da economia.
  • b) colabora com a elite no roubo do país.
  • c) não tem consciência dos males que produz.
  • d) explora as brechas técnicas do sistema tributário.
  • e) demonstra engenhosidade e iniciativa empresarial.

Ver Resposta
 ( Letra B )
Ao favorecer o empresariado com  a  subtributação, o governo está colaborando com o roubo da elite, pois o dinheiro deixa de ser recolhido pelos cofres públicos, de onde sairia para bancar projetos sociais. Dessa forma, a população está sendo roubada.

[EXERCÍCIO 89] As “brechas técnicas do sistema tributário” permitem:

  • a) pagamento de menos impostos
  • b) sonegação fiscal
  • c) fraude e favor
  • d) maior justiça social
  • e) o aparecimento de queixas do empresariado

Ver Resposta
 ( Letra A )
A subtributação, que é o pagamento de menos impostos, só existe porque há brechas no sistema tributário, devidamente exploradas para benefício do empresariado. Se não houvesse tais brechas, os empresários pagariam os impostos devidos.

[EXERCÍCIO 90] O “Desperdício Brasil” se refere à:

  • a) ausência de distribuição social das riquezas
  • b) sub-tributação patrocinada pelo Estado
  • c) perda de dinheiro pela diminuição da produção
  • d) queda de arrecadação por causa do Custo Brasil
  • e) redução do desenvolvimento na área financeira

Ver Resposta
 ( Letra A )
A resposta se encontra no trecho: “…mais lamentável e atrasado é o Desperdício Brasil, o progresso e o produto de uma minoria que nunca são distribuídos, que não chegam à maioria de forma alguma…” (3º parágrafo).

[EXERCÍCIO 91] ”…o progresso e o produto de uma minoria que nunca são distribuídos, que não chegam à maioria de forma alguma,…”; representam, respectivamente, a minoria e a maioria:

  • a) banqueiros / empresariado
  • b) elite econômica / trabalhadores em geral
  • c) economistas / povo
  • d) classes populares / classes abastadas
  • e) desempregados / industriais

Ver Resposta
 ( Letra B )
A maioria, no texto, são os menos favorecidos; a minoria, aquela classe que possui em excesso. Com isso, a letra  a  é descartada, pois coloca dois grupos favorecidos. Na letra c, a palavra  economistas destoa do que se imagina sobre uma classe poderosa, rica;  economista  é também trabalhador, pode ser rico ou pobre. Nas opções d e e houve inversão: primeiro os menos favorecidos, depois os privilegiados. Assim, a resposta só pode ser a letra b.

[EXERCÍCIO 92] “…que não afetam a miséria à sua volta por nenhum canal, muito menos pela via óbvia da tributação”; nesse segmento, o autor do texto diz que os impostos:

  • a) deveriam ser cobrados de forma mais eficiente.
  • b) impõem a miséria a todas as classes.
  • c) causam pobreza nas elites e nas classes populares.
  • d) não retornam à população de forma socialmente justa.
  • e) são o caminho mais rápido para o progresso.

Ver Resposta
 ( Letra D )
Afetar a miséria à sua volta seria fazer algo para acabar com ela ou, pelo menos, diminuí-la, sendo que o caminho lógico para isso é o da utilização dos impostos, a tributação. Como eles não retornam devidamente à população, como diz a letra d, que é o gabarito, a miséria continua a mesma.


Não existe essa coisa de um ano sem Senna, dois anos sem Senna… Não há calendário para a saudade. (Adriane Galisteu, no Jornal do Brasil)

[EXERCÍCIO 93] Segundo o texto, a saudade:

  • a) aumenta a cada ano.
  • b) é maior no primeiro ano.
  • c) é maior na data do falecimento.
  • d) é constante.
  • e) incomoda muito.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 94] A segunda oração do texto tem um claro valor:

  • a) concessivo
  • b) temporal
  • c) causal
  • d) condicional
  • e) proporcional
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 95] A repetição da palavra não exprime:

  • a) dúvida
  • b) convicção
  • c) tristeza
  • d) confiança
  • e) esperança
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 96] A figura que consiste na repetição de uma palavra no início de cada membro da frase, como no caso da palavra não, chama-se:

  • a) anáfora
  • b) silepse
  • c) sinestesia
  • d) pleonasmo
  • e) metonímia
Ver Resposta
A

Passei a vida atrás de eleitores e agora busco os leitores. (José Sarney, na Veja, dez/97)

[EXERCÍCIO 97] Deduz-se pelo texto uma mudança na vida:

  • a) esportiva
  • b) intelectual
  • c) profissional
  • d) sentimental
  • e) religiosa
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 98] O autor do texto sugere estar passando de:

  • a) escritor a político
  • b) político a jornalista
  • c) político a romancista
  • d) senador a escritor
  • e) político a escritor
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 99] Infere-se do texto que a atividade inicial do autor foi:

  • a) agradável
  • b) duradoura
  • c) simples
  • d) honesta
  • e) coerente
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 100] O trecho que justifica a resposta ao item anterior é:

  • a) e agora
  • b) os leitores
  • c) passei a vida
  • d) atrás de eleitores
  • e) busco
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 101] A palavra ou expressão que não pode substituir o termo agora é:

  • a) no momento
  • b) ora
  • c) presentemente
  • d) neste instante
  • e) recentemente
Ver Resposta
E

Os animais que eu treino não são obrigados a fazer o que vai contra a natureza deles. (Gilberto Miranda, na Folha de São Paulo, 23/2/96)

[EXERCÍCIO 102] O sentimento que melhor define a posição do autor perante os animais é:

  • a) fé
  • b) respeito
  • c) solidariedade
  • d) amor
  • e) tolerância
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 103] O autor do texto é:

  • a) um treinador atento
  • b) um adestrador frio
  • c) um treinador qualificado
  • d) um adestrador consciente
  • e) um adestrador filantropo
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 104] Segundo o texto, os animais:

  • a) são obrigados a todo tipo de treinamento.
  • b) fazem o que não lhes permite a natureza.
  • c) não fazem o que lhes permite a natureza.
  • d) não são objeto de qualquer preocupação para o autor.
  • e) são treinados dentro de determinados limites.
Ver Resposta
E

MAR PORTUGUÊS

Ó Mar salgado, quanto do teu sal são
lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães
choraram!
Quantos filhos em vão rezaram!
5 Quantas noivas ficaram por casar para
que tu fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena se a
alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
10 tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
mas nele é que espelhou o céu!

(Fernando Pessoa, in Mensagem)

[EXERCÍCIO 105] Segundo o poeta, o sofrimento do povo ocorreu:

  • a) apesar das conquistas portuguesas
  • b) em virtude das conquistas portuguesas v
  • c) para as conquistas portuguesas
  • d) antes das conquistas portuguesas
  • e) após as conquistas portuguesas
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 106] A metáfora existente nos dois primeiros versos do poema estabelece:

  • a) a força moral de Portugal
  • b) a incoerência do sofrimento diante das conquistas
  • c) a importância do sofrimento para que o povo deixe de sofrer
  • d) a profunda união entre as conquistas e o sofrimento do povo
  • e) a inutilidade das conquistas portuguesas
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 107] Além da metáfora, os dois primeiros versos contêm:

  • a) prosopopeia, epíteto de natureza, eufemismo
  • b) antítese, pleonasmo, eufemismo
  • c) apóstrofe, epíteto de natureza, metonímia
  • d) prosopopeia, pleonasmo, antítese
  • e) apóstrofe, hipérbole, sinestesia
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 108] “Quantos filhos em vão rezaram!” Com este verso, entendemos que:

  • a) o sofrimento do povo foi inútil.
  • b) o povo português da época era muito religioso.
  • c) muita gente perdeu entes queridos por causa das conquistas portuguesas.
  • d) a força da fé contribuiu efetivamente para as conquistas do país.
  • e) a religiosidade do povo português era inútil.
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 109] As palavras que melhor definem o povo português, de acordo com as
idéias contidas no texto, são:

  • a) fé e competência
  • b) inteligência e maturidade
  • c) orgulho e religiosidade
  • d) perseverança e ambição
  • e) grandeza e tenacidade
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 200] Segundo o texto, para se ir sempre adiante é necessário:

  • a) crer no destino
  • b) aceitar a dor
  • c) viver com alegria
  • d) vencer o sofrimento
  • e) objetivar sempre o progresso
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 201] Por um processo anafórico, a palavra nele (/. 12) tem como referente no
texto:

  • a) Mar (/. 1)
  • b) Deus (/.11)
  • c) perigo (/.11)
  • d) abismo (/.11)
  • e) céu (/.12)
Ver Resposta
A

Vale recordar que foi nesse século (o XVIII) que apareceram e se generalizaram em certas regiões do Brasil as famosas “tropas de muares” que, daí por diante, até o fim do século XIX e mesmo nos anos transcorridos do séc. XX, dividiram com os carros de bois as tarefas dos transportes por terra no interior do Brasil.

Nos caminhos rudimentares que então possuíamos, transformados em lamaçais na estação das chuvas e no verão reduzidos a ásperas trilhas, quase intransitáveis, foram os carros de bois e as tropas os únicos meios e ligação dos núcleos de povoamento entre si e entre eles e as roças e lavouras. De outra forma não se venceriam os obstáculos naturais. (B. J. de Souza, in Ciclo)

[EXERCÍCIO 202] Segundo o texto, os carros de bois:

  • a) transportavam sozinhos pessoas e mercadorias no interior do Brasil.
  • b) surgiram no século XVIII, juntamente com as tropas de muares.
  • c) sucederam as tropas de muares no transporte de pessoas e mercadorias.
  • d) só transportavam mercadorias.
  • e) eram úteis, como as tropas de muares, por causa do estado ruim dos terrenos.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 203] A estação das chuvas e o verão:

  • a) contribuíram para o desaparecimento dos carros de bois a partir do século XX.
  • b) não tiveram influência no uso das tropas de muares, pois os caminhos eram rudimentares.
  • c) foram fator determinante para o progresso do interior do Brasil.
  • d) contribuíram para a necessidade do uso de tropas de muares e de carros de bois.
  • e) impediam a comunicação dos núcleos de povoamento entre si.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 204] Os obstáculos naturais só foram vencidos:

  • a) por causa do clima
  • b) por causa da força do povo
  • c) porque nem sempre os caminhos se tornavam lamaçais
  • d) porque os núcleos de povoamento continuavam ligados às roças e às lavouras
  • e) por causa da utilização das tropas de muares e dos carros de bois
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 205] As tropas de muares só não podem ser entendidas como tropas:

  • a) de cavalos
  • b) de mulos
  • c) de burros
  • d) de mus
  • e) de bestas
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 206] O transporte de que fala o texto só não deve ter sido, na época:

  • a) lento e penoso
  • b) difícil, mas necessário
  • c) duro e nostálgico
  • d) vagaroso e paciente
  • e) pachorrento, mas útil
Ver Resposta
C

O liberalismo é uma teoria política e econômica que exprime os anseios da burguesia. Surge em oposição ao absolutismo dos reis e à teoria econômica do mercantilismo, defendendo os direitos da iniciativa privada e restringindo o mais possível as atribuições do Estado. Locke foi o primeiro teórico liberal.

Presenciou na Inglaterra as lutas pela deposição dos Stuarts, tendo se refugiado na Holanda por questões políticas. De lá regressa quando, vitoriosa a Revolução de 1688, Guilherme de Orange é chamado para consolidar a nova monarquia parlamentar inglesa. (Maria Lúcia de Arruda Aranha, in História da Educação)

[EXERCÍCIO 207] Segundo o texto, Locke:

  • a) participou da deposição dos Stuarts.
  • b) tinha respeito pelo absolutismo.
  • c) teve participação apenas teórica no liberalismo.
  • d) julgava ser necessário restringir as atribuições do Estado.
  • e) não sofreu qualquer tipo de perseguição política.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 208] Infere-se do texto que os burgueses seriam simpáticos:

  • a) ao absolutismo
  • b) ao liberalismo
  • c) às atribuições do Estado
  • d) à perseguição política de Locke
  • e) aos Stuarts
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 209] A Revolução de 1688 foi vitoriosa porque:

  • a) derrubou o absolutismo.
  • b) implantou o liberalismo.
  • c) preservou os direitos de iniciativa privada.
  • d) baseou-se nas idéias liberais de Locke.
  • e) permitiu que Locke voltasse da Holanda.
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 210] “…que exprime os anseios da burguesia.” [l. 1/2) Das alterações feitas na passagem acima, aquela que altera substancialmente seu sentido é:

  • a) a qual expressa os anseios da burguesia.
  • b) a qual exprime os desejos da burguesia.
  • c) que representa os anelos da burguesia.
  • d) que expressa os valores da burguesia.
  • e) que representa as ânsias da burguesia.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 211] A teoria política do liberalismo se opunha:

  • a) a parte da burguesia
  • b) ao mercantilismo
  • c) à monarquia parlamentar
  • d) a Guilherme de Orange
  • e) ao absolutismo
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 212] Infere-se do texto que Guilherme de Orange:

  • a) não seria simpático aos burgueses.
  • b) teria ligações com os reis absolutistas.
  • c) teria idéias liberais.
  • d) não concordaria com Locke.
  • e) teria apoiado o exílio de Locke na Holanda.
Ver Resposta
C

BUROCRATAS CEGOS

A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7a Vara Federal do Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça. A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos consumidores.

Por isso, deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os prêmios, a Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão, muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o bônus será pago. Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros.

Estão constantemente preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as barreiras de mais essa crise. (Editorial de O Dia, 19/8/01)

[EXERCÍCIO 213] De acordo com o texto:

  • a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os bônus aos consumidores.
  • b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.
  • c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a sua parte.
  • d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.
  • e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica também o façam.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 214] Só não se depreende do texto que:

  • a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.
  • b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.
  • c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o pagamento dos bônus.
  • d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o pagamento dos bônus.
  • e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é apelando para a Justiça.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 215] De acordo com o texto, a burocracia brasileira:

  • a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.
  • b) sempre desrespeita o contribuinte.
  • c) jamais desrespeitou o contribuinte.
  • d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.
  • e) deixará de desrespeitar o contribuinte.
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 216] A palavra que justifica a resposta ao item anterior é:

  • a) infelizmente
  • b) constantemente
  • c) cultura
  • d) jamais
  • e) permanente
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 217] Os burocratas brasileiros:

  • a) ignoram o passado.
  • b) não valorizam o presente.
  • c) subestimam o passado.
  • d) não pensam no futuro.
  • e) superestimam o futuro.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 218] Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto:

  • a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.
  • b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.
  • c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o consumo satisfatoriamente.
  • d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu o pagamento dos bônus.
  • e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.
Ver Resposta
C

É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego em uma fábrica de carros gera, indiretamente, 46 outros empregos.

Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares.

Como o PIB brasileiro, nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em 1998. (Quatro Rodas, março/99)

[EXERCÍCIO 219] Segundo o texto, a economia de um país:

  • a) é ajudada pelo setor automobilístico.
  • b) independe do setor automobilístico.
  • c) às vezes depende do setor automobilístico.
  • d) não pode prescindir do setor automobilístico.
  • e) fortalece o setor automobilístico.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 220] A importância do setor automobilístico é destacada:

  • a) por boa parte dos economistas
  • b) pela maioria dos economistas
  • c) por todos os economistas
  • d) por alguns economistas
  • e) pelos economistas que atuam nessa área
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 221] Pelo texto, verifica-se que:

  • a) alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.
  • b) o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.
  • c) para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira.
  • d) cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.
  • e) em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor automobilístico.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 222] “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é:

  • a) a princípio pelo mercado de trabalho
  • b) começando pelo mercado de trabalho
  • c) em princípio pelo mercado de trabalho
  • d) principiando pelo mercado de trabalho
  • e) iniciando pelo mercado de trabalho
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 223] Segundo o texto, o setor automobilístico:

  • a) está presente em segmentos diversos da sociedade.
  • b) limita-se às fábricas de veículos.
  • c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.
  • d) ficou imune à maxidesvalorização.
  • e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis.
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 224] A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:

  • a) qualquer
  • b) gera
  • c) até
  • d) na ponta do lápis
  • e) no país
Ver Resposta
C

Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios. Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antiguidade graças a duas características que os diferenciavam.

Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade. Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo.

Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. (Superinteressante, agosto/01)

[EXERCÍCIO 225] Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que:

  • a) os gregos não conheciam o planeta Urano.
  • b) os gregos, bem como outros povos da Antiguidade, conheciam vários planetas do Sistema Solar.
  • c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.
  • d) os povos da Antiguidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos planetas.
  • e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 226] Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias, pode prescindir de:

  • a) estrelas
  • b) planetas
  • c) instrumentos
  • d) astrônomos
  • e) estrelas, planetas e astrônomos
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 227] A locução prepositiva “graças a” tem o mesmo valor semântico de:

  • a) mas também
  • b) apesar de
  • c) com
  • d) por
  • e) em
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 228] “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos…” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que apresenta sensível alteração de sentido é:

  • a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos gregos, como também de povos ainda mais antigos.
  • b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos.
  • c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por povos ainda mais antigos.
  • d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais antigos.
  • e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também através de povos mais antigos.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 229] A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de:

  • a) brilho e posição
  • b) beleza e posição
  • c) importância e disposição
  • d) brilho e importância
  • e) beleza e disposição
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 230] Infere-se do texto que o planeta Netuno:

  • a) era conhecido dos gregos.
  • b) foi descoberto sem ajuda de aparelhos ópticos.
  • c) foi descoberto depois de Plutão.
  • d) foi descoberto depois de Urano.
  • e) foi identificado por acaso.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 231] Segundo o texto, as estrelas:

  • a) nunca mudam de posição.
  • b) são iguais aos planetas.
  • c) não piscam.
  • d) só mudam de posição à noite.
  • e) mudam de posição em longos períodos de tempo.
Ver Resposta
E

Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto permanecia exclusivo de poucas famílias de pescadores.

O tempo passou e hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas com a gente local, o Rosa não mudou. Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas.

Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que ninguém ocupe mais de 20% de seu terreno com construção. Assim, o verde predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas. (Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00)

[EXERCÍCIO 232] Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar:

  • a) da localização
  • b) dos moradores
  • c) da mudança
  • d) do tempo
  • e) do valor
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 233] O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa:

  • a) mantém intactas suas belezas naturais.
  • b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
  • c) não fica distante da capital do Estado.
  • d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
  • e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 234] Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de:

  • a) moradores
  • b) baleias
  • c) surfistas
  • d) donos de pousadas
  • e) viajantes
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 235] O fator determinante para a preservação do Rosa é:

  • a) a ausência da especulação imobiliária
  • b) o amor dos moradores pelo lugar
  • c) a consciência dos surfistas que frequentam a região
  • d) o pacto entre moradores e donos de pensão
  • e) a proximidade de Florianópolis
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 236] O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se
for iniciado por:

  • a) a despeito de estar localizada
  • b) não obstante estar localizada
  • c) ainda que esteja localizada
  • d) contanto que esteja localizada
  • e) posto que estivesse localizada
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 237] O adjetivo empregado com valor conotativo é:

  • a) generosas
  • b) exclusivo
  • c) bruta
  • d) intacta
  • e) azul
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 238] O adjetivo “badalado”:

  • a) pertence à língua literária e significa importante.
  • b) é linguagem jornalística e significa comentado.
  • c) pertence à língua popular e significa muito falado.
  • d) é linguagem científica e significa movimentado.
  • e) pertence à língua coloquial e significa valiosa.
Ver Resposta
C

A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir. Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas. (Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)

[EXERCÍCIO 239] Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando:

  • a) aprendemos a nos comportar em sociedade.
  • b) nos dispomos a ajudar os outros.
  • c) passamos a ignorar o sofrimento.
  • d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.
  • e) buscamos o apoio adequado.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 240] Para o autor, o mais importante para a pessoa é:

  • a) perceber o que ocorre à sua volta.
  • b) ter pena das pessoas que sofrem.
  • c) buscar conforto numa filosofia ou religião.
  • d) esforçar-se para vencer as dificuldades.
  • e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 241] A autopiedade, segundo o autor:

  • a) é uma doença.
  • b) é problema psicológico.
  • c) destrói a pessoa.
  • d) não pode ser evitada.
  • e) não conduz a nada.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 242] A vida é comparada a um jogo em que a pessoa:

  • a) precisa de sorte.
  • b) deve saber jogar.
  • c) fica desorientada,
  • e) geralmente perde.
  • e) não pode fazer o que quer.
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 243] A superação das dificuldades da vida leva:

  • a) à paz
  • b) à felicidade
  • c) ao equilíbrio
  • d) ao crescimento
  • e) à auto-estima
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 244] Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são:

  • a) fé, tolerância, abnegação
  • b) amor, desapego, tolerância
  • c) caridade, sensibilidade, otimismo
  • d) fé, tolerância, bom humor
  • e) amor, tolerância, alegria
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 245] Para o autor:

  • a) não podemos vencer as dificuldades.
  • b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.
  • c) não podemos fugir das dificuldades.
  • d) devemos amar as dificuldades.
  • e) devemos procurar as dificuldades.

Ver Resposta
C


QUE PAÍS…

Dissecando os gastos públicos no Brasil, um economista descobriu barbaridades no Orçamento da União deste ano. Por exemplo:
Considerada a despesa geral da Câmara, cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$ 3.700. Ou R$ 1,3 milhão por ano.
Entre os senadores, a loucura é ainda maior, pois o custo individual diário pula para R$ 71.900. E o anual, acreditem, para R$ 26 milhões.

Comparados a outras ”rubricas”, os números beiram o delírio. É o caso do que a mesma União despende com a saúde de cada brasileiro – apenas R$ 0,36 por dia. E, com a educação, humilhantes R$ 0,20.

Ricardo Boechat, JB, 6/11/01

[EXERCÍCIO 246] Considerando o sentido geral do texto, o adjetivo que substitui de forma INADEQUADA os pontos das reticências do título do texto é:

  • A) autoritário;
  • B) injusto;
  • C) estranho;
  • D) desigual;
  • E) incoerente.
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 247] O gerúndio da primeira frase pode ter como forma verbal desenvolvida adequada ao texto:

  • A) embora dissecasse;
  • B) porque dissecou;
  • C) enquanto dissecava;
  • D) já que dissecou;
  • E) logo que dissecou.
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 248] O termo ”gastos públicos” se refere exclusivamente a:

  • A) despesas com a educação pública;
  • B) pagamentos governamentais;
  • C) salários da classe política;
  • D) gastos gerais do Governo;
  • E) investimentos no setor oficial.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 249] A explicação mais plausível para o fato de o economista citado no texto não ter sido identificado é:

  • A) não ser essa uma informação pertinente;
  • B) o jornalista não citar suas fontes de informações sigilosas;
  • C) evitar que o economista sofra represálias;
  • D) desconhecer o jornalista o nome do informante;
  • E) não ser o economista uma pessoa de destaque social.
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 250] O item do texto em que o jornalista NÃO inclui termo que indique sua opinião sobre o conteúdo veiculado pelo texto é:

  • A) ”…um economista descobriu barbaridades no Orçamento da União…”;
  • B) ”Entre os senadores, a loucura é ainda maior…” ;
  • C) ”E com a educação, humilhantes R$ 0,20”;
  • D) ”…os números beiram o delírio.”;
  • E) ”…cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$3.700.”.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 251] O Orçamento da União é um documento que:

  • A) esconde a verdade da maioria da população;
  • B) só é consultado nos momentos críticos;
  • C) mostra a movimentação financeira do Governo;
  • D) autoriza os gastos governamentais;
  • E) traz somente informações sobre as casas do Congresso.
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 252] Os exemplos citados pelo jornalista:

  • A) atendem a seu interesse jornalístico;
  • B) indicam dados pouco precisos e irresponsáveis;
  • C) acobertam problemas do Governo;
  • D) mostram que os gastos com a classe política são desnecessários;
  • E) demonstram que o país não dispõe de recursos suficientes para as despesas.
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 253] ”Considerada a despesa geral da Câmara, cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$3.700.”; o cálculo para se chegar ao custo diário de cada deputado federal foi feito do seguinte modo:

  • A) a despesa geral da Câmara foi dividida pelo número de deputados federais;
  • B) a despesa com os deputados federais foi dividida igualmente por todos eles;
  • C) os gastos gerais da Casa foram repartidos por todos os funcionários;
  • D) os gastos da Câmara com os deputados foram divididos pelo seu número total;
  • E) as despesas gerais da Câmara foram divididas entre os deputados federais.
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 254] Na oração ”Ou R$ 1,3 milhão por ano.”:

  • A) o termo milhão deveria ser substituído por milhões;
  • B) a conjunção ou tem valor de retificação do termo anterior;
  • C) o signo $ se refere ao dólar americano;
  • D) o termo milhão concorda com a quantidade da fração;
  • E) o numeral 1,3 é classificado como multiplicativo.

Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 255] ”Comparados a outras ‘rubricas’, os números beiram o delírio.”; o comentário correto sobre o significado dos elementos desse segmento do texto é:

  • A) o termo rubricas, escrito entre aspas, tem valor irônico;
  • B) o delírio refere-se aos gastos ínfimos com saúde e educação;
  • C) as outras rubricas referidas no texto são a educação e a saúde;
  • D) comparados com a educação, os gastos citados são humilhantes;
  • E) os números referem-se à grande quantidade de deputados e senadores.
Ver Resposta
C

Quando vim da minha terra,
não vim, perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
Ai de mim, nunca saí.
(Carlos D. de Andrade, no poema A Ilusão do Migrante)

[EXERCÍCIO 256] O sentimento predominante no texto é:

  • a) orgulho
  • b) saudade
  • c) fé
  • d) esperança
  • e) ansiedade
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 257] Infere-se do texto que o autor:

  • a) não saiu de sua terra.
  • b) não queria sair de sua terra, mas foi obrigado.
  • c) logo esqueceu sua terra.
  • d) saiu de sua terra apenas fisicamente.
  • e) pretende voltar logo para sua terra.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 258] Por “perdi-me no espaço” pode-se entender que o autor:

  • a) ficou perdido na nova terra.
  • b) ficou confuso.
  • c) não gostou da nova terra.
  • d) perdeu, momentaneamente, o sentimento por sua terra natal.
  • e) aborreceu-se com a nova situação.
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 259] Pelo último período do texto, deduz-se que:

  • a) ele continuou ligado à sua terra.
  • b) ele vai voltar à sua terra.
  • c) ele gostaria de deixar sua cidade, mas nunca conseguiu.
  • d) ele se alegra por não ter saído.
  • e) ele nunca saiu da terra onde vive atualmente.
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 260] A expressão “ai de mim” só não sugere, no poema:

  • a) amargura
  • b) decepção
  • c) tristeza
  • d) vergonha
  • e) nostalgia
Ver Resposta
D

 

Enquanto o Titanic ainda flutua, tentemos o impossível para mudar o seu curso. Afinal, quem faz a história são as pessoas e não o contrário. (Herbert de Souza, na Folha de São Paulo, 17/11/96)

[EXERCÍCIO 261] Infere-se do texto que o Titanic:

  • a) é um navio real.
  • b) simboliza algo que vai mal.
  • c) é um navio imaginário.
  • d) simboliza esperança de salvação.
  • e) sintetiza todas as tragédias humanas.
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 262] Pelo visto, o autor não acredita em:

  • a) transformação
  • b) elogio
  • c) desgraça
  • d) favorecimento
  • e) determinismo
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 263] A palavra “afinal” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:

  • a) conquanto
  • b) porquanto
  • c) malgrado
  • d) enquanto
  • e) apenas
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 264] Infere-se do texto que:

  • a) há coisas que não podem ser mudadas.
  • b) se tentarmos, conseguiremos.
  • c) o que parece impossível sempre o é.
  • d) jamais podemos desistir.
  • e) alguns têm a capacidade de modificar as coisas, outros não.
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D

[EXERCÍCIO 265] Para o autor, as pessoas não devem:

  • a) exagerar
  • b) falhar
  • c) desanimar
  • d) lamentar-se
  • e) fugir
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C

 

A função do artista é esta, meter a mão nessa coisa essencial do ser humano, que é o sonho e a esperança. Preciso ter essa ilusão: a de que estou resgatando esses valores. (Marieta Severo, na Folha de São Paulo)

[EXERCÍCIO 266] Segundo o texto, o artista:

  • a) leva alegria às pessoas.
  • b) valoriza o sonho das pessoas pobres.
  • c) desperta as pessoas para a realidade da vida.
  • d) não tem qualquer influência na vida das pessoas.
  • e) trabalha o íntimo das pessoas.
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E

[EXERCÍCIO 267] Segundo o texto:

  • a) o sonho vale mais que a esperança.
  • b) o sonho vale menos que a esperança.
  • c) sonho e esperança têm relativa importância para as pessoas.
  • d) não se vive sem sonho e esperança.
  • e) têm importância capital para as pessoas tanto o sonho quanto a esperança.
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E

[EXERCÍCIO 268] A palavra ou expressão que justifica a resposta do item anterior é:

  • a) ilusão
  • b) meter a mão
  • c) essencial
  • d) ser humano
  • e) valores
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C

[EXERCÍCIO 269] A expressão “meter a mão”:

  • a) pertence ao linguajar culto.
  • b) pode ser substituída, sem alteração de sentido, por intrometer-se.
  • c) tem valor pejorativo.
  • d) é coloquial e significa, no texto, tocar.
  • e) é um erro que deveria ter sido evitado.
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D

[EXERCÍCIO 270] Só não se encontra no texto:

  • a) a influência dos artistas
  • b) a necessidade da autora
  • c) a recuperação de coisas importantes
  • d) a conquista da paz
  • e) a carência de sentimentos das pessoas
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 271] A palavra “esses” poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por:

  • a) bons
  • b) certos
  • c) tais
  • d) outros
  • e) muitos
Ver Resposta
C

Estou com saudade de ficar bom. Escrever é conseqüência natural. (Jorge Amado, na Folha de São Paulo, 22/10/96)

[EXERCÍCIO 272] Segundo o texto:

  • a) o autor esteve doente e voltou a escrever.
  • b) o autor está doente e continua escrevendo.
  • c) O autor não escreve porque está doente.
  • d) o autor está doente porque não escreve.
  • e) o autor ficou bom, mas não voltou a escrever.
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 273] O autor na verdade tem saudade:

  • a) de trabalhar
  • b) da saúde
  • c) de conversar
  • d) de escrever
  • e) da doença
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 274] “Escrever é conseqüência natural.” Conseqüência de:

  • a) voltar a trabalhar.
  • b) recuperar a saúde.
  • c) ter ficado muito tempo doente.
  • d) estar enfermo.
  • e) ter saúde.
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B

 

A mente de Deus é como a Internet: ela pode ser acessada por qualquer um, no mundo todo. (Américo Barbosa, na Folha de São Paulo)

[EXERCÍCIO 275] No texto, o autor compara:

  • a) Deus e internet
  • b) Deus e mundo todo
  • c) internet e qualquer um
  • d) mente e internet
  • e) mente e qualquer um
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 276] O que justifica a comparação do texto é:

  • a) a modernidade da informática
  • b) a bondade de Deus
  • c) a acessibilidade da mente de Deus e da internet
  • d) a globalização das comunicações
  • e) O desejo que todos têm de se comunicar com o mundo.
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 277] O conectivo comparativo presente no texto só não pode ser substituído por:

  • a) tal qual
  • b) que nem
  • c) qual
  • d) para
  • e) feito
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 278] Só não constitui paráfrase do texto:

  • a) A mente de Deus, bem como a internet, pode ser acessada por qualquer um, no mundo todo.
  • b) No mundo todo, qualquer um pode acessar a mente de Deus e a internet.
  • c) A mente de Deus pode ser acessada, no mundo todo, por qualquer um, da mesma forma que a internet.
  • d) Tanto a internet quanto a mente de Deus podem ser acessadas, no mundo todo, por qualquer um.
  • e) A mente de Deus pode acessar, como qualquer um, no mundo todo, a internet.
Ver Resposta
E

 

Marx disse que Deus é o ópio do povo. Já sabemos que não entendia nem de Deus nem de ópio. Deus é uma experiência de fé. Impossível defini-lo. (Paulo Coelho, em O Globo, 25/2/96)

[EXERCÍCIO 279] Segundo o período inicial do texto, para Marx Deus:

  • a) traz imensa alegria ao povo.
  • b) esclarece o povo.
  • c) deixa o povo frustrado.
  • d) conduz com segurança o povo.
  • e) tira do povo a condição de raciocinar.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 280] Segundo o autor, Marx:

  • a) mentiu deliberadamente.
  • b) foi feliz com suas palavras.
  • c) falou sobre o que não sabia.
  • d) equivocou-se em parte.
  • e) estava coberto de razão, mas não foi compreendido.
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 281] O sentimento que Marx teria demonstrado e que justifica a resposta ao item anterior é:

  • a) leviandade
  • b) orgulho
  • c) maldade
  • d) ganância
  • e) egoísmo
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 282] Infere-se do texto que Deus deve ser:

  • a) amado
  • b) conceituado
  • c) admirado
  • d) sentido
  • e) estudado
Ver Resposta
D

ESPERANÇAS

Apesar de 4 bilhões de pessoas viverem na pobreza, entre os seis bilhões de habitantes da Terra, as pessoas simples continuam a acreditar num futuro melhor. Não importa se esse sentimento brota da emoção, da fé ou da esperança. O importante é ressaltar que a crise de uma concepção científica do mundo abre, agora, a perspectiva de que os caminhos da história não sejam apenas aqueles previstos pelas largas avenidas das ideologias modernas.

Os atalhos são, hoje, as vias principais, como o demonstram o Fórum Social de Porto Alegre e a força das mobilizações contra o atual modelo de globalização. Assim como o aparente perfil caótico da natureza ganha um sentido evolutivo e coerente na esfera biológica, do mesmo modo haveria um nível – que o Evangelho denomina amor – em que as relações humanas tomam a direção da esperança. É verdade que, com o Muro de Berlim, ruiu quase tudo aquilo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos. Agora as leis do mercado importam mais do que as leis da ética.

Mas, e a pobreza de 2/3 da humanidade? O que significa falar em liberdades quando não se tem acesso a um prato de comida? Esta é a grande contradição da atual conjuntura: nunca houve tanta liberdade para tantos famintos! Mesmo os povos que no decorrer das últimas décadas não conheceram a pobreza e o desemprego agora se deparam com esses flagelos, como ocorre nos países do leste europeu. A ironia é que, hoje, aqueles povos são livres para escolher seus governantes, podem circular por suas fronteiras e manifestar suas discordâncias em público. Mas lhes é negado o direito de escolher um sistema social que não assegure a reprodução do capital privado. (Frei Beto, in O Dia, 19/8/01)

[EXERCÍCIO 283] O texto pode ser entendido como um manifesto contrário ao:

  • a) presidencialismo
  • b) parlamentarismo
  • c) comunismo
  • d) socialismo
  • e) capitalismo
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E

[EXERCÍCIO 284] “Nunca houve tanta liberdade para tantos famintos.” No trecho
destacado, o autor questiona o valor:

  • a) da globalização
  • b) da democracia
  • c) das políticas econômicas
  • d) das privatizações
  • e) do governo
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B

[EXERCÍCIO 285] No texto, só não há correspondência entre:

  • a) esse sentimento e crença num futuro melhor
  • b) atalhos e Fórum e força das mobilizações
  • c) aparente perfil caótico e sentido evolutivo
  • d) Muro de Berlim e opressores e oprimidos
  • e) seus governantes e lhes
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E

[EXERCÍCIO 286] Segundo o autor, os povos do antigo bloco comunista do leste europeu:

  • a) continuam sem liberdade de expressão.
  • b) hoje são mais felizes porque são livres.
  • c) são irônicos, apesar de livres.
  • d) não são totalmente livres.
  • e) sofrem com a ironia do governo.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 287] O sinônimo adequado para “ressaltar” é:

  • a) demonstrar
  • b) dizer
  • c) destacar
  • d) apontar
  • e) afirmar
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 288] O grande paradoxo do mundo atual seria:

  • a) simplicidade – esperança
  • b) concepção científica – fé
  • c) liberdade – fome
  • d) esfera biológica – amor
  • e) sistema social – capital privado
Ver Resposta
C

[EXERCÍCIO 289] “É verdade que, com o Muro de Berlim, ruiu quase tudo aquilo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos.” Só não há paráfrase do trecho destacado acima em:

  • a) Com o Muro de Berlim, certamente, caiu tudo que apontava para um futuro sem opressores e oprimidos.
  • b) É certo que vieram abaixo, com o Muro de Berlim, todas as coisas que sinalizavam um futuro sem opressores e oprimidos.
  • c) Com a queda do Muro de Berlim, na verdade, veio abaixo tudo aquilo que apontava para um futuro sem opressores e oprimidos.
  • d) É verdade que, por causa do Muro de Berlim, veio abaixo tudo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos.
  • e) Ruiu, certamente, com o Muro de Berlim, tudo aquilo que sinalizava um porvir sem opressores e sem oprimidos.
Ver Resposta
D

O solvente, segundo a onda terrorista espalhada no país, é uma espécie de veneno químico que inescrupulosos donos de postos e distribuidoras mal-intencionadas deram de adicionar à gasolina. Com isso, esses bandidos estariam lesando os concorrentes (porque pagam barato pelos adulterantes), os cofres públicos (porque os impostos significam 70% do custo da gasolina; mas são baixos quando aplicados diretamente sobre os solventes) e o consumidor, já que os produtos estranhos teriam uma atuação demoníaca na saúde do motor e dos componentes do carro, roendo mangueiras e detonando – no pior dos sentidos – o sistema de combustão. Pior: quando adicionado por especialistas, o solvente quase não deixa pistas. É indetectável em testes simples e imperceptível durante o funcionamento do veículo.

Para cercar esse inimigo, QUATRO RODAS recorreu ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, o insuspeito IPT. Na tentativa de flagrar postos que estivessem misturando substâncias estranhas à gasolina, repórteres coletaram amostras de combustível Brasil afora, para submetê-las à cromatografia, um método capaz de revelar cada componente de uma amostra, bem como a quantidade de cada elemento na mistura. No primeiro lote, de doze amostras reunidas numa viagem entre Buenos Aires e São Paulo, uma revelação esperada: segundo o laudo do IPT, quatro delas estavam adulteradas pela presença de solventes em proporções acima das encontradas na gasolina de referência da refinaria Replan, de Paulínia, a 117 quilômetros da capital paulista. (D. Schelp e L. Martins, na Quatro Rodas, março/00)

[EXERCÍCIO 290] Segundo o texto:

  • a) a gasolina brasileira é sempre adulterada nos postos de gasolina.
  • b) a gasolina argentina é superior à brasileira.
  • c) os donos de postos de gasolina e, principalmente, distribuidoras mal-intencionadas têm adicionado solventes à gasolina.
  • d) a situação é mais grave se o solvente é adicionado sob a orientação de pessoas que detenham uma técnica apurada.
  • e) a situação é tão grave que nem a cromatografia tem sido capaz de mostrar a adulteração da gasolina.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 291] Depreende-se do texto que o IPT:

  • a) não tem estrutura para resolver o problema.
  • b) deveria usar a cromatografia.
  • c) dispõe de repórteres capazes de fazer a coleta de gasolina.
  • d) examina as amostras coletadas em postos de gasolina.
  • e) fica situado a 117 quilômetros da cidade de São Paulo.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 292] A revista recorreu ao IPT porque:

  • a) ele é um instituto insuspeito.
  • b) ele fica em São Paulo, ponto final da viagem dos repórteres.
  • c) a gasolina de referência é a da Replan.
  • d) os cofres públicos estão sendo lesados.
  • e) testes simples não podem resolver o problema.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 293] A alternativa em que se substituem, sem alteração de sentido, os
elementos conectores “segundo” , “com isso” , “já que” e”para” é:

  • a) conforme, apesar disso, porque, a fim de
  • b) consoante, dessa forma, uma vez que, a fim de
  • c) consoante, assim, uma vez que, por
  • d) não obstante, dessa forma, porquanto, a fim de
  • e) conforme, aliás, uma vez que, por
Ver Resposta
B

[EXERCÍCIO 294] Segundo o texto:

  • a) a gasolina não pode ter nenhum tipo de solvente.
  • b) há mais gasolina adulterada no Brasil, na faixa entre Buenos Aires e São Paulo.
  • c) por detonar o sistema de combustão, os bandidos lesam os concorrentes, os cofres públicos e o consumidor.
  • d) o IPT não seria o instituto adequado para fazer a avaliação da gasolina, por ser insuspeito.
  • e) o resultado da pesquisa encaminhada ao IPT não causou estranheza aos elementos envolvidos.
Ver Resposta
E

[EXERCÍCIO 295] Com base nas idéias contidas no texto, pode-se afirmar que:

  • a) solvente é sempre veneno químico.
  • b) terroristas estão adulterando a gasolina.
  • c) donos de postos de gasolina são inescrupulosos.
  • d) os solventes adicionados à gasolina são baratos, por isso os bandidos levam vantagem sobre os concorrentes.
  • e) durante a viagem entre Buenos Aires e São Paulo, os repórteres desconfiaram da presença de gasolina adulterada em seu carro.
Ver Resposta
D

[EXERCÍCIO 296] “…deram de adicionar à gasolina.” Por “deram de”, entende-se:

  • a) começaram a
  • b) acostumaram-se a
  • c) insistem em
  • d) precisam
  • e) desejavam
Ver Resposta
A

[EXERCÍCIO 297] De acordo com o texto, a gasolina ideal:

  • a) leva poucos solventes.
  • b) não leva solventes.
  • c) é a da Replan.
  • d) não rói mangueira.
  • e) é a mais barata.
Ver Resposta
C

Esses foram os 297 Exercícios de Interpretação! Temos alguns links de outros artigos abaixo que podem lhe ajudar nos estudos, veja abaixo e compartilhe esse post com seus amigos nas redes sociais.

Complementos para seu estudo

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→ ENEM, INEP e MEC: Veja o que cada órgão faz e entenda mais sobre o funcionamento do ENEM. Clique nos links a seguir para ver ENEM, INEP e MEC.

→Gabaritos do ENEM: Veja aqui os gabaritos das provas anteriores do ENEM. Acesse gabaritos de 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015. Acesse todos os gabaritos do ENEM.

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